Glossário – Termos mais comuns em Contestes

Texto original por Patrick Barkey, N9RV

Versão em Português  por Julio Maronhas PP2BT 

Versão 1.0 - Agosto de 2025



ATENÇÃO! Esclarecemos que este material não tem a pretensão de esgotar o assunto abordado, até porque isso seria impossível, mesmo que quiséssemos. O objetivo é oferecer apenas explicações introdutórias e básicas, sem entrar em detalhes técnicos ou exaustivos. Críticas, sugestões ou informes de erros são muito bem-vindos e podem ser enviados para o email qtcecra@gmail.com para que possamos corrigir e aprimorar o conteúdo.


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10 minute Rule — Regra dos 10 minutos
A regra dos 10 minutos restringe as mudanças de banda em algumas categorias multipoperador em determinadas competições. A implementação da regra depende da competição — em alguns casos, ela foi substituída pela regra de troca de banda. Foi projetada para impedir QSOs intercalados em bandas diferentes para categorias de transmissores “únicos” por estações que, na verdade, possuem múltiplos transmissores em bandas diferentes.
Categorias: conceito específico da competição, classificação operacional. Veja também: Regra de troca de banda, MS, M2, cronometragem de borracha.
2BSIQ – Two Bands Synchronized Interleaved QSOs (*)
2BSIQ, QSOs intercalados sincronizados de duas bandas,  é uma técnica avançada de SO2R. Ela envolve QSOs intercalados em duas bandas para maximizar a rate. Essa técnica é usada por operadores de alto nível para atingir rates superiores a 400 contatos por hora, embora possa ser usada a qualquer momento em qualquer competição.
Categoria: estratégia operacional. Ver também: https://www.qsl.net/ct1boh/2bsiq/ – Rate.
3830
Uma frequência na banda de 80 metros onde os participantes se reúnem ao final de uma competição para trocar pontuações informalmente. Na prática, a maior parte disso agora ocorre na internet. O listserv, ou refletor, onde grande parte disso acontece é chamado de refletor 3830. Ele é hospedado pelo site https://www.contesting.com - um site separado, 3830scores.com, possui resumos abrangentes das pontuações (não verificadas - raw scores) da competição relatadas pelos participantes.
Categorias: verificação e relatórios de registros.
4-square (4SQ)
Um conjunto de quatro antenas verticais dispostas em um quadrado, nos quais a direção do feixe de tx/rx resultante pode ser alterada eletronicamente em quatro direções diferentes usando linhas de atraso de fase. Antigamente usadas principalmente como antenas de transmissão, particularmente em frequências mais baixas, onde yagis não são viáveis, esse arranjo também está se tornando comum como antenas de recepção. Sistemas de controle para a comutação das linhas faseadoras estão disponíveis tanto para montar quanto para adquirir de fornecedores profissionais.
Categorias: hardware de estação. Veja também: Antenas de recepção, https://www.w8ji.com/tx_four_square.htm
ADIF – Amateur Data Interchange Format
Um formato de intercâmbio de dados utilizado para transportar registros de radioamadorismo, especialmente em competições. Ele permite a importação e exportação de arquivos entre diferentes softwares de log (registro) e outros programas, cumprindo um papel semelhante ao do formato Cabrillo.
Categorias: software/hardware operacional.
AFSK – Audio Frequency Shift Keying
É uma técnica de modulação digital na qual os dados são representados por diferentes tons de áudio (frequências sonoras). Esses tons são posteriormente aplicados a um transmissor de rádio ou a outro sistema de comunicação, que os converte em frequências de RF correspondentes. O AFSK é amplamente utilizado porque permite a transmissão de dados digitais através de equipamentos originalmente projetados para voz. No modo RTTY, o AFSK é implementado utilizando dois tons de áudio aplicados ao microfone ou à entrada de áudio auxiliar de um transmissor em SSB. Esses dois tons produzem as duas frequências de RF necessárias para representar os estados binários da transmissão RTTY.
Categorias: geral.
Assistido / Assisted
Categoria “overlay” em que o operador pode usar ajuda externa para encontrar estações (spots via internet/pacote). Em multioperador isso já é usualmente permitido.
Categorias: classificação operacional. Veja também: SOA.
Band Change Rule — Regra de mudança de banda
Em alguns concursos de rádio, certas categorias multioperador estão sujeitas a uma restrição no número de mudanças de banda que podem realizar dentro de um período de tempo. Por exemplo, uma regra pode limitar a estação a no máximo 8 mudanças de banda por hora. Importante notar que mudar de uma banda para outra e depois retornar à banda original conta como duas mudanças de banda. Essa regra existe para reduzir a vantagem que grandes estações multioperador poderiam ter ao trocar de bandas constantemente para aproveitar ao máximo cada oportunidade de contato.
Categorias: conceito específico do concurso. Veja também: regra dos 10 minutos, MS, M2.
Band Decoder — Decodificador de Banda
Alterna automaticamente o hardware da estação (antenas, filtros) com base na banda selecionada no rádio. Parte fundamental de estações de alto nível.
Categorias: hardware da estação.
Band Edge — Limite de Banda
Frequência mais baixa/alta onde se pode operar legalmente, considerando a largura de banda da transmissão. Por exemplo, no Brasil a faixa dos 40 metros vai de 7000 a 7300 kHz para as classes A e B e até 7047 kHz para a classe C. Considerando o modo LSB, que é padrão para as transmissões em fonia nesta banda, os radioamadores classes A e B podem transmitir até 7300 kHz, coincidindo com o limite legal. Devido ao modo LSB, mesmo sintonizando o limite legal da banda (7300 kHz) nenhuma transmissão cairá fora do limite legal. Já na banda de 20 metros, que vai de 14000 a 14350 kHz, devido ao padrão USB, os radioamadores só podem transmitir até cerca de 14345 kHz (5 kHz abaixo do limite legal). Devido ao modo USB que é padrão para essa faixa, ao sintonizar acima dessa frequência parte do sinal será transmitido ACIMA de 14350 kHz, violando a legislação.
Categorias: técnica operacional, ética.
Bandmap — Mapa de Banda
Uma tela gráfica em tempo real de estações organizadas por frequência, apresentada pelo software de concurso mais popular. O mapa é preenchido por pontos de telnet/pacotes de clusters e skimmers e/ou pode ser preenchido com dados inseridos pelo usuário. A maioria dos softwares permite que os usuários cliquem nas estações no mapa para serem levados diretamente à frequência em que a estação está transmitindo. As estações listadas no mapa são codificadas por cores – com novos multiplicadores claramente indicados. (Estações trabalhadas anteriormente podem não ser listadas). A precisão desses mapas depende dos dados usados para construí-los – erros em indicativos de chamada são frequentemente encontrados. O uso de mapas de banda (ou pontos de pacotes/telnet e skimmers) não é permitido para categorias de Operador Único Não Assistido.
Categorias: software/hardware operacional. Ref.: https://n1mmwp.hamdocs.com/manual-windows/bandmap-window/
Beacon
Transmissores fixos e automatizados que transmitem sinais continuamente, em geral em CW, para testes de propagação. Esses transmissores estão localizados ao redor do globo e, em HF, são encontrados principalmente em bandas como 10 metros acima de 28,1 MHz. Eles normalmente utilizam baixa potência e antenas omnidirecionais. Pode ser uma boa estratégia operacional sintonizar essas estações durante as competições para aprender quando a propagação está boa, mesmo que não se esteja ouvindo atividade no momento.
Categorias: técnicas de operação. Veja também: RBNhttps://n1mmwp.hamdocs.com/manual-windows/bandmap-window/
Bip/Bop — Both in Phase / Both out of Phase
Comutação para yagis empilhadas (ou outros arranjos) que permite operação em fase (BIP) ou fora de fase (BOP). O modo fora de fase pode ser melhor para ângulos muito altos.
Categorias: hardware de estação. Veja também: Stack, Yagi. Ref.: https://remoteqth.com/one-to-two-stack-match.php
Blind Skimmer — Skimmer cego
Um modo de operação para um skimmer de CW que desabilita a decodificação de indicativos, bem como a integração com spots de internet. Neste modo cego, o operador vê apenas (potencialmente) uma cascata mostrando a atividade recente em toda a banda, como se fosse um panadaptor. O modo cego é legal para operadores individuais, participantes sem assistência, na maioria das principais competições.
Categorias: hardware/software de competição. Veja também: skimmer, panadapter, spots, SOAB, SOA.
Breakdown — Detalhamento
É a separação da pontuação de um concurso em dois elementos: os contatos (QSOs) realizados e os multiplicadores. Normalmente esse detalhamento é mostrado por faixa de frequência (e às vezes também por hora).
Categorias: verificação e relatórios de log.
Bust
Um bust é um QSO que está incorreto de alguma forma — o indicativo ou exchange foi registrado incorretamente. Pode também se referir a spots que estão incorretos.
Categorias: verificação e relatórios de log, ética. Veja também: Spot.
Cabrillo
Cabrillo é um formato de arquivo muito flexível e difundido, utilizado para relatórios de pontuação por todos os softwares de concursos modernos. A maioria dos concursos passou a exigir que os envios eletrônicos de logs forneçam logs de competição neste formato. Na maioria dos casos, o software de concurso fará isso automaticamente.
Categorias: verificação e relatórios de log.
Check
Um número de dois dígitos, que corresponde ao primeiro ano em que você obteve sua licença de radioamador. A verificação faz parte do exchange no concurso ARRL SS. Estações multioperador usam a mesma verificação, independentemente de quem esteja operando.
Categorias: conceito específico do concurso. Veja também: Exchange.
Checklog
Uma categoria para envios de logs que remove o participante de qualquer competição ou listagem de pontuação. Em vez disso, as informações do log são enviadas exclusivamente para fins de verificação de logs pelo organizador do concurso.
Categorias: classificação operacional.
Claimed Score — Pontuação reivindicada
A pontuação da competição, que é calculada antes de quaisquer deduções por informações registradas incorretamente (realizadas após o participante enviar o seu Log ao organizador da competição).
Categorias: verificação e relatório de registros.
Cty.dat
“Arquivo de país” que traduz prefixos em multiplicadores de país/zona (p.ex. N9RV → W, CQ Zone 4). Manter atualizado é desejável; dados de zona podem ter imprecisões.
Categorias: software/hardware operacional. Veja também: Mult, Exchange. Ref.: https://www.country-files.com/contest/
Cluster
Os clusters são servidores em rede  que coletam mensagens de radioamadores ativos e as distribuem a todos os participantes conectados. As mensagens, contêm as seguintes informações: spotter, (quem informou), hora e indicativo de chamada da estação reportada e frequência na qual ela se encontra.
Categorias: verificação e relatório de registros. Veja também: Spot
Deadline — Prazo
O último dia em que os registros podem ser enviados ao organizador do concurso para inclusão na competição.
Categorias: verificação e relatórios de registros.
Digital Voice Keyer
Hardware que grava digitalmente a voz de alguém para CQs, trocas de informações em competições e outras informações faladas com frequência. A gravação é reproduzida usando teclas definidas pelo software (ou pressionando um botão num dispositivo externo), poupando assim o operador do cansaço de fazê-lo de viva voz o tempo todo. A maioria dos softwares modernos usa placas de som de computador para essa finalidade. Softwares mais antigos usavam placas especialmente projetadas (por exemplo, a DVP da K1EA, a placa W9XT).
Categorias: software/hardware operacional.
DQ — Desqualificação/desclassificação
Desqualificação (DQ) é a exclusão de um participante em uma competição pelo organizador, por violações graves das regras. A desclassificação é uma medida séria, que pode ter implicações na elegibilidade para o WRTC e na participação em competições futuras.
Categorias: verificação e relatórios de log. Veja também: cartão vermelho, cartão amarelo.
Dual CQ — CQ Duplo
O CQ Duplo (ou duelo de CQs) é uma forma de chamar CQ que é suportada por alguns softwares de concurso em um ambiente SO2R (um operador, dois rádios), onde um CQ é feito alternadamente em cada rádio (normalmente em bandas separadas). Isso torna a operação mais complexa, mas pode aumentar bastante a presença da estação no ar, já que você aparece em mais de uma banda ao mesmo tempo, atraindo mais estações e, consequentemente, mais contatos.
Categorias: técnica operacional, software/hardware operacional.
Dummy CQ — CQ Fictício
O CQ Fictício é usado em operação SO2R como uma forma de “segurar” uma frequência, desencorajando outras estações de chamarem CQ naquele espaço. Embora soe como um CQ normal, nesse caso a estação não está realmente pronta para responder a quem chamar. O operador só poderá atender depois que terminar o QSO que está realizando no outro rádio.
Categorias: técnica operacional, software/hardware operacional.
Dupe — Duplicação
ma duplicação é um segundo contato com uma estação que não conta para pontos adicionais. A maioria dos softwares de competição irá informar se uma estação é ou não uma "duplicação" para que você não perca tempo trabalhando novamente aquela estação.
Categorias: verificação e relatórios de log.
ESM Mode — Enter Send Message
Enter Send Message. Um conceito para software de registro que usa a tecla Enter no teclado para realizar várias tarefas, dependendo do contexto. Embora isso seja implementado de forma diferente em cada software, o conceito geral permite que o usuário pressione a tecla Enter em diferentes estágios para, por exemplo, fazer um CQ, responder a um contato enviando o exchange ou seu próprio indicativo, dependendo do contexto em que a tecla é pressionada. Se um programa não habilitar o modo ESM, pressionar uma tecla específica sempre produzirá o mesmo resultado.
Categorias: software/hardware operacional.
Exchange
Informações que são passadas entre estações em uma competição (além do indicativo de chamada). No CQ WW, por exemplo, a Exchange é o RS(T) e o número de zona CQ com dois dígitos.
Categorias: conceito específico de competição; software/hardware operacional.
Firmware
Código binário que controla um dispositivo. O código geralmente reside em um chip de memória e pode ser atualizado usando quaisquer protocolos de comunicação configurados para essa finalidade. Muitos dispositivos de competição agora são controlados por microprocessador, e a capacidade de atualizar o firmware (geralmente disponibilizado pelo fabricante, mas às vezes personalizável pelo usuário) pode aumentar significativamente as capacidades e funcionalidades do dispositivo. O transceptor Elecraft K3, por exemplo, tem uma comunidade rica e vibrante desenvolvendo novos firmwares para melhorar sua operação.
Categorias: hardware da estação.
Flutter
É um fenômeno de propagação caracterizado por um QSB (desvanecimento do sinal) muito rápido, muitas vezes acompanhado de desvio Doppler de frequência, o que pode gerar um tom áspero ou estridente em CW. Esse efeito ocorre com mais frequência em sinais que passam próximos ou através das zonas aurorais, próximas aos polos da Terra. Em períodos de forte atividade auroral, porém, o flutter pode afetar praticamente qualquer sinal. Por isso, quando percebido, ele pode servir como uma pista útil para identificar o indicativo de uma estação, mesmo que o sinal esteja fraco.
Categorias: geral; técnica de operação.
FSK — Frequency Shift Keying
É uma técnica de modulação digital em que a informação é transmitida variando-se diretamente a frequência da portadora entre dois valores distintos, representando os estados binários (0 e 1). No modo RTTY, o FSK é implementado fazendo com que a frequência do transmissor seja chaveada diretamente entre duas frequências de RF, de forma semelhante ao que ocorre no CW, mas com duas posições fixas em vez de uma única. Esse método é considerado mais "limpo" do que o AFSK, pois gera menos produtos indesejados e não depende da resposta em áudio do transmissor.
Categorias: geral.
FT4 (*)
FT4 é um protocolo/modo de transmissão específico para concursos de radioamadores desenvolvido por Joe Taylor (K1JT) e Steve Franke (K9AN) que é derivado do FT8.
FT8 (*)
O modo digital FT8 é o mais recente de uma série de modos para sinais fracos desenvolvidos para radioamadorismo. Inicialmente, Joe Taylor (K1JT) criou diferentes aplicações voltadas para explorar formas especiais de propagação, como a dispersão de meteoros em alta velocidade e a reflexão lunar, resultando em modos como FSK144, JT6M, JT65 e JT9. Mais tarde, em parceria com Steve Franke (K9AN), surgiu o FT8. No anúncio de seu lançamento, ele foi descrito como um modo projetado para “saltos múltiplos na camada E, em que os sinais podem ser fracos e instáveis, as aberturas de propagação são curtas e é importante completar rapidamente QSOs de forma confiável”.
Gab
O Gab é um recurso presente em muitos softwares de concurso que permite a troca de mensagens digitadas entre os computadores de uma mesma estação multioperador. Assim, operadores em diferentes posições podem se comunicar de forma rápida e prática, sem precisar usar rádio ou falar em voz alta.
Categorias: software/hardware operacional.
Gab File — Arquivo Gab
Registro das mensagens Gab gravadas pelo software durante a competição.
Categorias: software/hardware operacional.
Gas (gás)
Um termo depreciativo que se refere a usar mais potência de transmissão do que o permitido na licença. Algumas competições (por exemplo, o CQ WW) limitam a potência do transmissor a um máximo de 1500 W de saída, independentemente das regras do país.
Categorias: ética.
Golden Log — Registro/log Dourado
Um log dourado é aquele que passa pela verificação do organizador da competição sem nenhum erro ou ajuste na pontuação declarada. É considerado um sinal de operação cuidadosa e de grande habilidade do competidor.
Categorias: verificação e relatório de registros.
Grey Line — Linha Cinzenta
A gray line, ou linha cinzenta, é a faixa do planeta onde o dia está virando noite, ou a noite virando dia. Essa transição acontece o tempo todo e dá a volta na Terra como um círculo em movimento constante. Quando essa linha passa pelo seu local (QTH), as condições de propagação podem melhorar bastante, especialmente nas faixas mais baixas. As chances de aproveitar esse efeito variam conforme fatores previsíveis, como a estação do ano, e outros imprevisíveis, como a atividade solar. Contatos feitos pela gray line podem render multiplicadores extras e até momentos marcantes em um concurso.
Categorias: geral; técnica operacional. Veja também: caminho longo. Ref.: https://n1mmwp.hamdocs.com/manual-windows/grayline-window/
Grid Square
É um sistema de coordenadas geográficas alfanuméricas, baseado no Maidenhead Locator System, criado por entusiastas de VHF em 1980. Nesse sistema, o globo é dividido em retângulos de tamanho igual, cada um identificado por um código de letras e números. Por exemplo, o grid square de quatro dígitos para N9RV (em Montana, EUA) é DN36. Esses locators de quatro (ou mais) dígitos são cada vez mais usados em concursos, principalmente em VHF, pois aumentam o desafio de completar contatos corretamente e, ao mesmo tempo, fornecem uma forma padronizada de indicar a localização em qualquer país ou estado..
Categorias: conceito específico de concurso. Veja também: exchange; http://en.wikipedia.org/wiki/Maidenhead_Locator_System
Great Circle — Círculo Máximo
A direção entre dois pontos na Terra que representa a menor distância possível é conhecida como orientação do círculo máximo. Por exemplo, do centro dos EUA até a Índia, essa direção é praticamente para o norte. Esses azimutes podem ser bem diferentes do que mostram os mapas comuns em projeção de Mercator, que costumamos ver na escola. Na maioria das aberturas em HF, o azimute de grande círculo é a melhor escolha para apontar antenas direcionalmente. Já trajetórias alternativas, como o long path (180° na direção oposta) ou o skew path (desviando em direção ao equador), acontecem com menos frequência, mas às vezes podem oferecer melhores resultados.
Categorias: geral.
K3
Transceptor HF da Elecraft, muito usado em competição.
Categorias: hardware da estação.
LCR — Log Check Report
Sigla para Relatório de Verificação de Log. Um relatório do organizador do concurso para cada competidor individual que detalha os ajustes de pontuação no log de competição enviado, refletindo duplicatas, chamadas não atendidas, NILs e outros erros. O LCR é muito útil como meio de melhorar sua precisão em competições futuras.
Categorias: geral; ética. Veja também: bust, trapaça, NIL.
Lid
Alguém cujo comportamento operacional demonstra falta de consciência, competência ou consideração por outros radioamadores.
Categorias: geral; ética.
Lockout — Bloqueio
É um recurso usado para evitar que dois transmissores transmitam ao mesmo tempo. No caso de hardware, isso é feito por um circuito que inibe a linha de transmissão/codificação nos diferentes rádios. Já no caso de software, a mesma função é controlada pelo programa de operação. O bloqueio garante que a estação não viole as regras do concurso — por exemplo, impedindo que uma estação multi/multi transmita mais de um sinal na mesma banda, ou que uma estação de operador único transmita simultaneamente em várias bandas.
Categorias: software/hardware operacional; ética.
Long Path — Caminho Longo
É uma situação em que a propagação em HF entre duas estações ocorre pela direção oposta ao caminho de menor distância (grande círculo). Normalmente, quando duas estações se comunicam, o sinal segue o caminho mais curto ao redor da Terra. No caminho longo, acontece o contrário: o sinal viaja pelo lado oposto do globo, fazendo uma rota de 180° diferente. Isso pode permitir contatos que não seriam possíveis pelo caminho curto. Por exemplo, uma estação na Carolina do Norte pode conseguir contatar Hong Kong em 10 metros pela manhã apontando a antena para sudeste, em vez da rota direta. Dependendo da época do ano e das condições de propagação, o caminho longo pode ser extremamente vantajoso em competições de DX, permitindo QSOs de longa distância que não seriam possíveis pelo caminho curto. Muitas vezes, QSOs durante a gray line acontecem por caminho longo. Estudar e acompanhar essas aberturas — horários, bandas e rotas a partir do seu QTH — pode ser muito útil para conquistar novos multiplicadores e aumentar a pontuação.
Categorias: geral; técnica de operação. Veja também: linha cinza, caminho assimétrico.
LoRa
LoRa (Long Range) é uma tecnologia de modulação sem fio desenvolvida para transmitir pequenas quantidades de dados a grandes distâncias, mesmo em locais com muitos obstáculos ou ruído. Graças ao seu baixo consumo, é muito usada em aplicações de Internet das Coisas (IoT), como sensores agrícolas, cidades inteligentes, rastreamento de objetos e monitoramento remoto, onde dispositivos podem operar por meses ou até anos com uma única bateria. Os equipamentos LoRa usam frequências de uso livre de licença (ISM) na banda de 433 MHz, 868 MHz, 915 MHz e outras, permitindo comunicações de longo alcance com baixo consumo de energia.
M2 — Multi Two
Abreviação para a categoria multioperador e dois transmissores oferecida em algumas competições. Esta é uma categoria relativamente nova que foi criada para permitir maior flexibilidade do que as categorias mais antigas de transmissores individuais, mas com menos requisitos de hardware do que a categoria de múltiplos transmissores abertos.
Categorias: classificação operacional. Veja também: MS, MM.
Master.dta
O arquivo master.dta, conhecido como “banco de dados mestre”, é uma lista de indicativos de chamada já conhecidos, geralmente baseada em estações que participaram de concursos anteriores. Esse arquivo pode ser usado pela maioria dos softwares de competição como um auxílio operacional, ajudando a sugerir o indicativo completo mesmo quando o operador consegue copiar apenas parte do sinal transmitido.
Categorias: software/hardware operacional. Veja também: https://www.supercheckpartial.com/
Meshtastic
É um projeto open-source de um sistema de comunicação usando modulação LoRa. Munido apenas de equipamentos de rádio baratos, qualquer pessoa pode criar uma rede de comunicação descentralizada que não depende de internet, celular ou qualquer outra infraestrutura pré-existente. As mensagens trafegam diretamente entre os dispositivos, formando uma rede do tipo mesh, onde cada nó pode repetir os sinais e ampliar a cobertura. Por ser totalmente off-grid (fora da rede) e com foco em privacidade, esse tipo de solução é útil em situações de emergência, em áreas rurais ou remotas, em atividades ao ar livre (como expedições, trilhas e montanhismo), ou mesmo em cenários onde se busca independência de provedores tradicionais de comunicação. Radioamadores podem montar nodes mesh utilizando seus privilégios como maior limite de potência, contudo não podem utilizar a criptografia.
Veja também: LoRa, https://www.meshbrasil.com/

MM — Multi Multi
Nessa categoria, é permitido um número ilimitado de operadores e de transmissores em uma mesma estação. A única restrição é que apenas um sinal pode ser transmitido por banda ao mesmo tempo. Isso significa que a equipe pode operar em várias bandas simultaneamente, mas nunca com dois sinais ativos na mesma faixa.
Categorias: classificação operacional. Veja também: M2, MS.
Moving Multipliers — Movendo Multiplicadores
É uma técnica de operação em que se pede, pelo ar, para que uma estação que vale como multiplicador (por exemplo, um novo país, estado ou região) mude (faça QSY) para outra banda, de modo que seja possível ganhar um multiplicador extra na pontuação. Para dar certo, precisa haver propagação entre as duas estações na nova banda e rapidez na mudança. Não é considerado boa etiqueta pedir isso a uma estação que está chamando CQ e lidando com um pileup, mas se um DX raro responder ao seu CQ, é perfeitamente aceitável tentar aplicar a técnica. Em concursos como o SS ou o WPX, onde os multiplicadores só contam uma vez (e não por banda), essa estratégia não se aplica.
Categorias: técnica operacional.
MS — Multi Single / Multi One
É a categoria multioperador com apenas um transmissor ativo por vez, muito comum em competições. Embora inicialmente fosse entendida de forma simples — apenas um sinal transmitido —, com o tempo surgiram exceções e regras específicas para troca de bandas. Isso tornou a categoria mais complexa de operar, mas também uma das mais populares entre os competidores.
Categorias: classificação operacional. Veja também: regra dos 10 minutos; regra de mudança de banda.
MSHV (*)
O MSHV é um software de código aberto desenvolvido por Christo, LZ2HV. Ele suporta diversos modos digitais usados em comunicações de sinais fracos, como MSK144, JTMS, FSK441, ISCAT, JT6M, FT8/FT4, JT65, PI4 e Q65. Compatível com Windows (XP a 10, 32 ou 64 bits) e também com Linux (Fedora e Ubuntu), o programa já traz em seu código-fonte todas as bibliotecas necessárias, o que facilita a instalação. Inspirado no trabalho de Joe Taylor (K1JT) e do WSJT Development Group, o MSHV foi criado para oferecer aos radioamadores uma interface amigável, recursos avançados e excelente desempenho em comunicações digitais de longa distância.
Mult (multiplicador)
Na maioria dos concursos (mas não em todos), a pontuação final é calculada multiplicando os pontos de QSO pelo número de zonas, países, prefixos ou outras entidades únicas trabalhadas. Esse segundo fator recebe o nome de multiplicador, justamente porque aumenta a pontuação de forma multiplicativa. Por exemplo, no concurso ARRL Sweepstakes (SS), cada seção ARRL trabalhada conta como um multiplicador (até o máximo de 80). Assim, quando você consegue trabalhar uma nova seção, mesmo que apenas uma vez, o impacto na pontuação final é muito maior do que o de um simples QSO adicional.
Categorias: conceito específico da competição, técnica operacional.
Mult Station - Estação Mult
É a estação, em um ambiente com vários transmissores, dedicada exclusivamente a buscar multiplicadores — como novos países, zonas ou prefixos, dependendo das regras da competição. Normalmente, essa função envolve procurar e responder a estações que estão chamando CQ, em vez de chamar CQ por conta própria.
Categorias: conceito específico da competição.
Veja também: S&P, Estação de Operação
Multiplicador
Veja o item em mult acima.
Categorias:
Veja também: Mult
Multiplier Bell - Campainha Multiplicadora
É um dispositivo motivacional muito comum em competições multioperador. Sempre que um operador consegue trabalhar um novo multiplicador, toca-se uma campainha na sala, celebrando a conquista. Esse som se tornou uma tradição em muitas estações multioperadoras de sucesso, ajudando a manter o entusiasmo da equipe durante todo o concurso.
Categorias: técnica operacional.
Veja também:
NIL - Not-in-Log
Não Registrado. É uma penalidade aplicada pelo organizador da competição quando um contato que você declarou não aparece no log da outra estação. Na prática, significa que, no momento em que você registrou o QSO, não existe nada parecido com o seu indicativo no log da outra parte. Em geral, um NIL custa caro na pontuação, por isso é importante ter certeza de que o contato foi realmente confirmado antes de registrá-lo.
Categorias: verificação de logs e relatórios.
Veja também:
Off-by-1 - Um dígito de diferença
É um indicativo de chamada registrado no log que difere do correto por apenas um caractere. Por exemplo: para o indicativo N9RV, os indicativos W9RV, N7RV e N9RE seriam considerados off-by-1.
Categorias: verificação de logs e relatórios.
Veja também: SCP
Off-time - Tempo de desativação
É o período de tempo durante um concurso em que a estação permanece totalmente inativa — sem transmitir e sem ouvir. Em alguns concursos (como o Worked All Europe ou o ARRL Sweepstakes), os operadores single-op são obrigados a registrar um tempo mínimo de desativação. Esse intervalo costuma ter uma duração mínima em blocos definidos, por exemplo, 30 minutos no ARRL SS.
Categorias: conceito específico do concurso, técnica operacional.
Veja também: Relógio de borracha
Packet - Pacote
Originalmente, o termo packet se referia às redes de packet radio spotting, que usavam rádios VHF em modo packet para trocar informações em tempo real durante concursos. Essas redes surgiram no fim da década de 1980 e permitiam que operadores compartilhassem rapidamente os spots (indicativos, frequências e informações de estações ativas). Com o avanço da internet de alta velocidade, quase todas essas redes migraram para a rede mundial, ganhando muito mais rapidez e alcance. Hoje, embora praticamente não exista mais ligação direta com o packet radio original, o termo packet continuou a ser usado de forma geral para se referir a qualquer rede de spotting. Na prática, quando um operador fala em “packet”, está quase sempre se referindo ao cluster de DX/contest, que reúne e distribui em tempo real as informações de spots para todos os participantes.
Categorias: software/hardware operacional, técnica operacional.
Veja também: spot
Panadaptor
É um recurso que mostra visualmente os sinais presentes em uma faixa de frequência, normalmente em forma de gráfico de linha ou área. No visor, a frequência aparece no eixo horizontal e a intensidade do sinal no eixo vertical, permitindo observar a atividade em toda a banda de uma só vez. Muitas vezes, o band scope é combinado com um waterfall display, que exibe o histórico recente dos sinais em vez de apenas a visão instantânea. Esse recurso pode estar integrado ao rádio, ser fornecido por um software (como skimmers) ou até existir como equipamento dedicado.
Categorias: hardware/software de conteste.
Veja também: skimmer
https://n1mmwp.hamdocs.com/manual-windows/spectrum-display-window/
Parcial - Partial
Os indicativos parciais são partes de indicativos completos. Eles contêm informações valiosas, mas não podem ser registrados até que estejam completos.
Categorias: software/hardware operacional, técnica operacional.
Veja também: SCP, Super Check
Pass - Passar
Passar é a prática de pedir a uma estação já contatada em uma banda para mudar (QSY) para outra, geralmente com o objetivo de ganhar um multiplicador extra. Pela boa etiqueta nos concursos, essa solicitação deve ser feita apenas a estações que responderam ao seu CQ. Não é adequado pedir que uma estação que está chamando CQ em sua própria frequência abandone sua posição para mudar de banda.
Categorias: técnica operacional, software/hardware operacional.
Veja também:
Penalty - Penalidade
Penalidades são deduções adicionais feitas por informações não confirmadas ou imprecisas enviadas como parte da pontuação reivindicada. Por exemplo, um NIL na competição ARRL SS resulta na perda do QSO reivindicado, bem como na dedução de um QSO de penalidade adicional. Penalidades e outras reduções de pontuação são incorridas por todos os competidores da competição, tanto novos quanto experientes, e geralmente não são motivo para se envergonhar ou temer. Parte da competição é adquirir hábitos operacionais que minimizem essas deduções.
Categorias: verificação e relatórios de log.
Veja também:
Pileup
Um pileup acontece quando várias estações chamam, ao mesmo tempo, uma estação que está em CQ. Em casos mais simples, todas as chamadas se concentram em uma única frequência; já quando se trata de um DX raro, o pileup pode se espalhar por várias frequências. Saber identificar chamadas em meio a um pileup — ou conseguir se destacar nele para que a estação em CQ responda ao seu chamado — é uma habilidade essencial em competições.
Categorias: técnica de operação.
Veja também:
Poach (Apropriação Indevida / Poaching)
Poaching é quando um operador tenta “aproveitar” o esforço de outro. Funciona assim: uma estação está chamando CQ em uma frequência e outras estão respondendo normalmente. Aí chega uma terceira estação e, em vez de responder ao CQ original, tenta falar diretamente com as estações que estavam no meio da chamada. Isso é visto como um comportamento desleal porque o operador em CQ foi quem teve o trabalho de atrair as estações para aquela frequência. “Roubar” esses contatos quebra a etiqueta dos concursos e pode prejudicar todos os envolvidos. Por isso, o poaching é considerado uma prática agressiva e antiética no radioamadorismo.
Categorias: técnica de operação, software/hardware operacional, ética.
Veja também:
Point and Shot - Apontar e disparar (S&P)
Também chamado de “apontar e clicar”, é uma variação moderna da técnica de busca e ataque (Search & Pounce), presente na maioria dos softwares de log. Nesse método, o operador simplesmente clica no indicativo que aparece na lista de spots do monitor, e o rádio muda automaticamente para aquela frequência. Isso permite saltar rapidamente entre bandas e chamar estações em CQ de forma muito ágil. No entanto, essa técnica só é permitida em categorias que aceitam o uso de redes de spotting (pacote/internet). Apesar de prática e atraente, tem dois problemas importantes: Risco de erro: os indicativos recebidos podem estar incorretos, e se o operador não confirmar a chamada, pode acabar sofrendo penalidades por QSOs inválidos; Congestionamento: quando muitas estações usam a técnica ao mesmo tempo, várias chamadas acabam caindo na mesma frequência, gerando grandes pileups que dificultam a vida das estações em CQ.
Categorias: técnica operacional, hardware/software operacional.
Veja também: S&P, spot, bust
Pontos por Q
O número de pontos de QSO que qualquer contato específico da competição contribui. Em algumas competições, por exemplo, NA Sprint ou ARRL SS, os pontos por QSO são constantes. A maioria das competições DX utiliza regras de pontos por Q que dão mais crédito para contatos fora do seu continente. Algumas competições dão zero pontos para contatos dentro do seu próprio país.
Categorias: conceito específico da competição, técnica operacional.
Veja também:
Prefill - Pré-preenchimento
Pré-preenchimento refere-se aos recursos de alguns softwares que preenchem automaticamente as informações de exchange com base nas informações obtidas antes ou durante a competição. O software de pré-preenchimento pode inserir "Pat" no campo nome para o NA Sprint, por exemplo, se você trabalhar em N9RV, seja com base em competições anteriores ou em competições em N9RV em uma banda diferente na competição atual. Se as informações de pré-preenchimento forem diferentes do que a estação realmente altera, é claro que cabe ao operador corrigi-las manualmente.
Categorias: software/hardware operacional, técnica operacional.
Veja também: Exchange
Prefix - Prefixo
O prefixo é a parte inicial de um indicativo de chamada, que vai do começo até incluir o primeiro número. Exemplo: o prefixo de N9RV é N9; o de 3DA0X é 3DA0. Em muitas competições, como o WPX Contest, os prefixos contam como multiplicadores. Além disso, na maioria dos casos, o prefixo também ajuda a identificar a localização geográfica da estação.
Categorias: geral.
Veja também:
QRP
QRP em competições geralmente ocorre quando a potência máxima de saída não ultrapassa 5 watts. Em muitas competições, a potência é uma categoria sobreposta/adicional. Por exemplo, você pode ser QRP e SOAB.
Categorias: classificação operacional.
Veja também:
Q-signals - Sinais Q – também conhecido como código Q
Um código de três letras que começa com a letra Q. Em teoria, cada código tem um significado ligeiramente diferente quando usado com um ? anexado. A ARRL e outros grupos publicam os códigos e seu significado em texto. Em competições, apenas alguns desses códigos são usados, às vezes de maneiras que evoluíram de seu significado "oficial".
Categorias: geral.
Veja também:
Qso B4
É uma mensagem curta em CW (código Morse) usada para avisar que uma estação já foi contactada anteriormente na competição. Quando você recebe um QSO B4, significa: “Esse contato já foi feito antes, não é necessário repetir.” Assim, evita-se gastar tempo com QSOs duplicados que não valem pontos extras.
Categorias: técnica operacional.
Veja também: Duplicar
Rate - Taxa
Rate refere-se à velocidade com que os QSOs são realizados numa competição. É normalmente medido em QSOs por hora, mesmo quando o intervalo de tempo referido é maior ou menor que 60 minutos. Por exemplo, se a taxa de 10 minutos de N9RV for 70,4, significa que se ele continuar a fazer QSOs na mesma taxa por 60 minutos que fez nos últimos 10 minutos, ele terá 70,4 QSOs no log. As estatísticas do rate fornecidas pela maioria dos softwares de competição fornecem informações valiosas sobre a operação.
Categorias: técnica de operação, software/hardware operacional.
Veja também:
Raw Scores - Escores Brutos (*)
Os “escores brutos” se referem à pontuação inicial em um conteste que é uma contagem direta e não corrigida dos contatos realizados ou pontos ganhos, antes da apuração efetuada pela organização do conteste. É obtida diretamente dos log´s (relatórios de participação) enviados pelos participantes sem nenhuma correção.
Categorias:
Veja também:
RBN - Reverse Beacon Network
É uma rede mundial, baseada na internet, formada por receptores automáticos de banda larga que decodificam sinais de CW em tempo real. Esses receptores geram relatórios chamados spots, que incluem informações como frequência, intensidade do sinal e horário. A ideia funciona como um beacon invertido: em vez de você sintonizar um transmissor específico para verificar a propagação, basta transmitir normalmente (por exemplo, chamando CQ em CW) e ver em quais pontos do mundo seu sinal foi recebido por meio da RBN. Na prática, a RBN permite avaliar rapidamente as condições de propagação e saber onde sua transmissão está chegando — uma ferramenta extremamente útil em competições e no dia a dia do radioamadorismo.
Categorias: software/hardware operacional.
Veja também: spot, skimmer, beacon
https://www.reversebeacon.net/main.php
Receive Antenna - Antena de Recepção
uma antena usada exclusivamente para ouvir sinais, não para transmitir. Pode ser de vários tipos, como loops, verticais encurtadas, ou beverages. Essas antenas podem ser usadas sozinhas ou em conjunto (em receptores diferentes ao mesmo tempo), técnica conhecida como recepção em diversidade, que melhora a qualidade do sinal recebido. Diferente das antenas de transmissão, as de recepção nem sempre precisam ser ressonantes e são especialmente úteis em bandas baixas (40, 80 e 160m), pois ajudam a reduzir ruído e aumentar a diretividade, tornando a escuta mais eficiente.
Categorias: hardware da estação.
Veja também: 4 square
https://remoteqth.com/rx-antennas.php
Red Card - Cartão Vermelho
Uma desqualificação por uma violação grave das regras em um concurso como os CQWW ou CQ WPX que não permite que a estação ou os participantes concorram a prêmios no ano seguinte.
Categorias: verificação e relatórios de log, conceito específico do concurso.
Veja também: DQ
Remote Operation - Operação remota
Esse termo se refere a uma situação em que o operador não está no mesmo local físico do rádio transmissor/receptor. Em vez disso, ele controla tudo à distância, usando softwares que enviam o áudio do receptor e permitem gerenciar funções como transmissão, rotor de antena e outros recursos da estação — mesmo que o operador esteja a milhares de quilômetros de distância. Esse tipo de operação tem se tornado cada vez mais comum, mas as regras de competições ainda estão sendo adaptadas para definir claramente em quais condições esse uso é permitido.
Categorias: hardware da estação, ética.
Veja também:
Rover
Um Rover é uma estação de rádio instalada em um veículo que se desloca durante o concurso para operar em diferentes localizações geográficas (geralmente grids). Esse tipo de estação é muito comum em competições de VHF, já que o operador pode explorar pontos altos e percorrer várias áreas para aumentar as chances de contato. Os Rovers costumam ter equipamentos sofisticados, capazes de operar em várias bandas, e ajudam a deixar o concurso mais interessante para todos, pois oferecem novos multiplicadores, aumentando a pontuação geral da competição. Existe também o chamado Rover “cativo”, que é quando um Rover participa apenas para beneficiar um único competidor. Essa prática é vista como antiética, já que vai contra o espírito de competição justa.
Categorias: classificação operacional, ética.
Veja também:
Rubber Clocking - Cronometragem de Borracha
É um termo de gíria usado para descrever a prática de alterar manualmente os horários no log de um concurso para que os contatos (QSOs) pareçam estar de acordo com as regras da competição. Por exemplo, ajustar artificialmente os horários de períodos de inatividade (off-times) em concursos que exigem pausas mínimas (como o ARRL SS, que pede blocos de pelo menos 30 minutos), ou alterar artificialmente os tempos de QSOs para simular obediência à regra dos 10 minutos em categorias multioperador em concursos de DX. Essa prática é considerada antiética e proibida pelas regras. Se detectada, pode levar à desclassificação imediata do competidor.
Categorias: ética, verificação e relatórios de logs, conceito específico do concurso.
Veja também: Desclassificação, cartão vermelho, cartão amarelo, regra dos 10 minutos
Run (chamar na mesma frequência)
No contexto das competições de rádio, “fazer Run” significa ficar em uma frequência fixa chamando CQ e esperar que outras estações respondam. Essa é uma das formas principais de operar durante um concurso. Em certos momentos, pode ser a maneira mais rápida de acumular contatos (QSOs) e aumentar a pontuação; em outros, pode ser menos eficiente que procurar ativamente por estações (técnica chamada de Search & Pounce). Decidir quando ficar chamando (Run) ou quando caçar (S&P) é uma parte essencial da estratégia em qualquer competição.
Categorias: técnica de operação.
Veja também: Estação Run
Run Station - Estação Run
Em uma estação com vários transmissores, a Run Station é aquela responsável por ficar chamando CQ em uma frequência fixa e atender todas as estações que respondem. É, por assim dizer, a “linha de frente” da operação, onde chega o maior fluxo de contatos durante a competição.
Categorias: conceito específico de competição.
Veja também: Run
RTTY - Radio TeleType (*)
É um modo de transmissão de dados que utiliza a mudança de frequência para enviar mensagens de texto digitalizadas entre estações, originalmente com teleimpressoras mecânicas e hoje com computadores. O sistema usa AFSK ou FSK para transmitir tons digitais, sendo que a norma para radioamadores é um desvio de 170 Hz e 45,45 baud.
Categorias: modo digital.
Veja também:
S&P – Search and Pounce (Buscar e Atacar)
É o método de operação em que o competidor não chama CQ, mas em vez disso procura ativamente outras estações que já estão transmitindo (fazendo Run) e responde a elas. Tradicionalmente, isso era feito girando o dial do rádio até encontrar sinais. Hoje, essa técnica evoluiu com o apoio de softwares de competição, que permitem pular diretamente para frequências específicas, e com o uso de panadaptadores e displays visuais, que mostram onde há atividade na banda e facilitam escolher a próxima estação a ser chamada.
Categorias: técnica operacional. Veja também: spot; point and shot.
Schedule — Programação
Schedule são acordos agendados para fazer QSOs com estações específicas em frequências e horários específicos. As programações são frequentemente feitas durante uma competição para tentar trabalhar multiplicadores adicionais em horários e frequências em que a propagação é favorável. Por exemplo, N9RV pode trabalhar NH2T em 15 metros às 01:00z e configurar uma programação para 40 metros em 7030 kHz às 07:00z. Ao chegar às 07:00z, se NH2T e N9RV se lembrarem de ir para 7030 kHz e se ouvirem, um novo QSO (que pode ser um novo multiplicador para um ou ambos) pode ser feito. Programações feitas no ar durante a competição podem ser uma tática importante e eficaz. Programações feitas por meios não amadores (por exemplo, e-mail) e/ou programações feitas antes do início da competição não são permitidas pela maioria das regras da competição. Mesmo que as regras não as proíbam explicitamente, tais práticas não são consideradas éticas e devem ser evitadas.
Categorias: técnica operacional; ética. Veja também: mult.
Sec
Abreviação para Seção ARRL. Essas seções correspondem, em geral, aos estados dos EUA e províncias do Canadá, mas algumas áreas muito populosas (como Califórnia e Nova York) são subdivididas em várias seções. No total, existem 80 seções ARRL, que funcionam como multiplicadores em alguns concursos da ARRL, aumentando a pontuação dos competidores.
Categorias: conceito específico de concurso. Veja também: Mult.
Serial Number — Número de Série
Um contador que começa em 1 para o primeiro QSO de concurso e incrementa em 1 para cada contato sucessivo. O número de série faz parte do exchange para alguns concursos (por exemplo, o CQ WPX, o concurso Worked All Europe).
Categorias: conceito específico de concurso. Veja também: exchange.
Single Band — Banda Única
Competidores nas categorias de banda única restringem seus esforços competitivos a uma banda de frequência (por exemplo, 40 m ou 20 m). Em alguns concursos, eles podem fazer contatos em outras bandas, mas apenas seus QSOs de banda "única" contam para sua pontuação.
Categorias: classificação operacional. Veja também:
Six-Pack
Um six-pack é um comutador coaxial em matriz, controlado por relés, que possui duas entradas para rádios e seis saídas para antenas. Ele é bastante usado em estações que operam no modo SO2R (Single Operator Two Radios), pois permite que cada rádio tenha acesso a qualquer uma das antenas disponíveis de forma prática e rápida. Apesar de o nome se referir a seis saídas, versões mais modernas desse tipo de comutador já oferecem mais opções (mais de seis antenas). Ainda assim, o termo “six-pack” se popularizou e continua sendo usado para descrever esse tipo de equipamento. Saiba mais.
Categorias: hardware da estação. Veja também:
Skew Path — Caminho inclinado
É um fenômeno de propagação no qual o sinal de rádio não consegue seguir o caminho direto (linha de círculo máximo) entre duas estações através da ionosfera. Nesse caso, o contato só é possível se as antenas forem apontadas em uma direção deslocada do caminho normal, geralmente mais próximas do equador. Por exemplo, uma estação na América do Norte tentando se comunicar com o Japão pode perceber que, em vez de apontar sua antena diretamente para o Japão (a noroeste), o sinal chega mais forte quando a antena é virada para oeste ou até sudoeste. Isso acontece porque os primeiros saltos do sinal na ionosfera tomam uma rota “inclinada”. Esse tipo de abertura ocorre, em geral, quando as condições de propagação estão ruins e a frequência de operação está abaixo da MUF (Frequência Máxima Utilizável). Nessas situações, girar a antena e experimentar diferentes ângulos pode transformar um sinal fraco ou inaudível em um contato possível.
Categorias: geral; técnica operacional. Veja também:
Skimmer
Um CW Skimmer é um software desenvolvido por VE3NEA (Alex Shovkoplyas) que funciona como um “decodificador inteligente” de código Morse (CW). Ele utiliza um receptor de banda larga ou um SDR (Software Defined Radio) para “ouvir” simultaneamente uma faixa inteira de frequências e decodificar automaticamente todas as estações que estão transmitindo em CW naquela banda. Diferente das redes de spotting tradicionais (que dependem de outros operadores compartilhando informações), o Skimmer CW gera informações em tempo real de forma autônoma, identificando indicativo da estação, frequência exata e intensidade do sinal. Assim, ele funciona como um “observador automático” do espectro, ajudando a localizar novas estações ou multiplicadores durante uma competição, sem depender de uma rede externa. Site do autor.
Categorias: hardware da estação; software/hardware operacional; ética. Veja também:
SO1R – Single Operator 1 Radio
Rádio com operador único não é uma categoria formal na maioria dos concursos, mas descreve a configuração menos complexa de hardware/software, onde o operador sintoniza e transmite em um rádio por vez.
Categorias: classificação operacional; técnica operacional. Veja também:
Snow/Rain Static — estática de neve/chuva
É um tipo de QRN (ruído natural) causado quando gotas de chuva ou flocos de neve eletricamente carregados atingem a antena. Isso gera descargas de eletricidade estática que aparecem no receptor como estalos ou ruído constante, prejudicando a recepção de sinais de rádio. Antenas mais baixas ou de certos tipos (como loops e quads) tendem a ser menos afetadas, enquanto antenas altas, especialmente yagis montadas em torres, sofrem mais com esse tipo de interferência.
Categorias: geral. Veja também:
SO2R – Single Operator 2 Radio
É uma técnica avançada de operação em competições de rádio, em que um único operador utiliza dois rádios ao mesmo tempo. A regra é que apenas um sinal pode ser transmitido por vez, mas o operador pode, enquanto transmite em um rádio (o principal), escutar e procurar novas estações em um segundo rádio, geralmente em outra banda. O objetivo é aumentar a eficiência: enquanto o rádio principal está em “run” (chamando CQ e fazendo contatos), o segundo rádio é usado em S&P (Search & Pounce) para localizar multiplicadores ou estações adicionais. Essa técnica exige coordenação mental e prática intensa, já que o operador precisa acompanhar dois áudios diferentes ao mesmo tempo, equipamentos específicos, como comutadores de áudio, interfaces SO2R e softwares de log compatíveis e treinamento para evitar erros como transmitir em um rádio enquanto ainda está com o outro ativo. SO2R é considerada uma das formas mais eficientes de operação em concursos, permitindo que um operador único atinja resultados comparáveis a equipes inteiras.
Categorias: classificação operacional; técnica operacional. Veja também: Dual-CQ; Dummy CQ.
SO2R Controller — Controlador SO2R
Um acessório caseiro ou comercial que automatiza a comutação de periféricos de estação (por exemplo, áudio de fone de ouvido, entrada de teclado, microfone) entre dois rádios para permitir uma operação mais eficaz e eficiente de dois rádios. Esses acessórios normalmente se integram ao software de competição para gerenciar a operação de dois rádios da forma mais integrada possível.
Categorias: hardware de estação; software/hardware operacional. Veja também: SO2R.
SOA – Single Operator Assisted
Operador único assistido é uma categoria de operador único onde a assistência de spotting de pacotes/internet é permitida (veja Assistido).
Categorias: classificação operacional. Veja também: Assistido.
SOAB – Single Operator All Bands
Operador único em todas as bandas é uma categoria operacional comum à maioria das competições. Na maioria das competições, a assistência de spotting de pacotes/internet não é permitida, mas a WAE e algumas outras competições a permitem. Devido à popularidade da assistência pela internet e à dificuldade em detectar o uso (intencional ou não) dessa assistência pelos organizadores do concurso que julgam os resultados, essa situação está mudando. Esta categoria é às vezes chamada de "SOAB Clássico" para refletir seu legado na era pré-spotting. Em todos os casos, uma única pessoa é responsável por toda a operação e registro durante o concurso.
Categorias: classificação operacional. Veja também:
SOHP – Single Operator High Power
Alta potência/operador único refere-se a uma estação SOAB, SOA ou SOSB que gera mais de 100 watts de saída do transmissor.
Categorias: classificação operacional. Veja também:
SOLP – Single Operator Low Power
Baixa potência/operador único é uma categoria de competição onde o operador gera no máximo 100 watts de saída.
Categorias: classificação operacional. Veja também:
SOQRP – Single Operator QRP
Estaões QRP de operador único que geram no máximo 5 watts no transmissor.
Categorias: classificação operacional. Veja também:
SOSB – Single Operator Single Band
Operador único em banda única é uma estação de operador único que opera em uma única banda. Também pode significar sem assistência, embora seja ambíguo.
Categorias: classificação operacional. Veja também:
SOU – Single Operator Unlimited
Operador único ilimitado é usado indistintamente com operador único assistido, conforme descrito acima. Infelizmente, ambos os termos "ilimitado" e "assistido" têm conotações (especialmente quando traduzidos do inglês) que são inconsistentes com o significado pretendido. Ambos devem denotar um único operador que recebe assistência de localização via rádio ou internet.
Categorias: classificação operacional. Veja também: SOA; Assistido.
SPG – Single Point Ground
Aterramento de ponto único é uma prática de proteção contra raios que conecta fisicamente toda a fiação de entrada de uma estação a um único aterramento — por exemplo, RF, energia CA, tubulações de água, telefone. Mais detalhes.
Categorias: hardware da estação. Veja também:
Split
Descreve a situação em que uma estação de CQ está ouvindo em uma frequência diferente da sua frequência de transmissão.
Categorias: classificação operacional; técnica operacional. Veja também:
Sporadic E
É um tipo de propagação de sinais de rádio que ocorre na camada E da ionosfera, localizada entre 90 e 120 km de altitude. Diferente das camadas F, que oferecem propagação mais estável e previsível para HF, a camada E se ioniza de forma irregular e imprevisível, criando "nuvens" ionizadas que refletem sinais de rádio. Quando essas nuvens aparecem, geralmente nos meses de verão (mas podendo ocorrer em outras épocas), elas podem permitir comunicações a longas distâncias em frequências que normalmente não teriam alcance ionosférico, como 10 m, 6 m e até VHF. Características principais: imprevisível — pode surgir de repente e desaparecer em minutos ou horas; altamente localizado — uma estação pode ter propagação esporádica E enquanto outra, a poucos quilômetros de distância, não tem; muito valorizado em concursos e DX — especialmente em 50 MHz (6 m), onde a abertura de Sporadic E pode transformar a banda em uma “mini‑HF”.
Categorias: geral. Veja também:
Spot
Um spot geralmente se refere à publicação de informações sobre a frequência e o indicativo de uma estação na competição, geralmente recebidas de uma rede de internet (Cluster) ou rádio por pacotes.
Categorias: software/hardware operacional; técnica operacional. Veja também: Assistido; Cluster.
Sprint
Uma competição curta que enfatiza a agilidade. A competição Sprint original é a North American Sprint, realizada em fevereiro e setembro de cada ano, patrocinada pelo National Contest Journal. O aspecto mais singular das competições Sprint é a regra QSY – quando uma estação CQ recebe uma resposta, ela deve realizar um QSY e deixar a frequência para a estação chamadora ao final do QSO. Portanto, as competições Sprint não permitem "run" de estações em uma única frequência, característica da maioria das outras competições.
Categorias: classificação operacional; técnica operacional. Veja também:
Stack
Stack geralmente se refere a duas ou mais antenas Yagi apontadas na mesma direção, alinhadas verticalmente em uma torre ou mastro, e alimentadas (tipicamente) em fase para aumentar o ganho e controlar melhor o ângulo de partida do lóbulo frontal do sistema de antena. Referência.
Categorias: hardware da estação. Veja também: Bip/Bop.
SteppIR
Uma Yagi de fabricação comercial que opera em múltiplas bandas. Os elementos da antena consistem em tubos ocos de fibra de vidro que suportam uma fita condutora cujo comprimento é ajustado por motores controlados por microprocessador. Desta forma, ela “se adapta” automaticamente à frequência de operação, dentro de certos limites.
Categorias: hardware da estação. Veja também: Yagi.
Super check / Super Check Partial (SCP)
É uma função dos programas de log que ajuda o operador a acertar os indicativos durante o concurso. Quando você digita parte de um indicativo, o software mostra uma lista de opções prováveis, baseada em bancos de dados de concursos anteriores. Serve para evitar erros e ganhar velocidade, mas o operador sempre deve conferir no ouvido o indicativo real transmitido.
Categorias: software/hardware operacional. Veja também:
SWL – Short Wave Listening (radioescuta)
Uma estação que apenas escuta e não transmite. Isso pode ocorrer porque o operador não possui licença para transmitir. Há uma longa tradição de entusiastas da escuta de ondas curtas (SWL) que competem por prêmios de uma maneira muito parecida com o radioamador.
Categorias: geral. Veja também:
UBN – Unique, Bad, Not-In-Log
Sigla vem de Unique, Bad, Not-In-Log (“Único, Ruim, Não Registrado”) e se refere a um relatório de verificação de logs emitido pelos organizadores de concursos. Esses relatórios ajudam competidores a corrigir falhas para concursos futuros, mas também podem resultar em perda de pontos ou penalidades caso os erros sejam numerosos.
Categorias: verificação e relatório de registros. Veja também: LCR.
Unique
Um contato registrado que é único para todos os logs enviados em um concurso específico. Esses indicativos têm muito mais probabilidade de terem sido copiados incorretamente.
Categorias: verificação e relatório de registros. Veja também:
Unlimited — Ilimitado
Equivale a Assistido. Significa que o operador pode usar ajuda externa, como redes de spotting (DX Cluster, RBN, skimmers), para encontrar estações e multiplicadores mais rapidamente.
Categorias: classificação operacional. Veja também: Assistido; SOA; SOU.
WRTC — World Radio Team Competition
Campeonato Mundial de Equipes de Rádio. Iniciado em 1990, na Copa do Mundo de Seattle, o WRTC é uma competição única que ocorre aproximadamente a cada quatro anos, em julho, coincidindo com a competição da IARU. O WRTC reúne os competidores — equipes de duas pessoas selecionadas entre as principais operadoras do mundo — em uma única área física, usando antenas e níveis de potência idênticos, para apresentar um cenário mais equilibrado na competição. Os WRTCs foram realizados em três continentes e em cinco países diferentes. O WRTC 2014 foi realizado nos Estados Unidos, 2018 na Alemanha, 2023 na Itália e 2026 será na Inglaterra.
Categorias: geral. Veja também: WRTC 2026.
WWROF — World Wide Radio Operators Foundation
É uma organização independente comprometida em apoiar competições de rádio em todo o mundo. Site oficial.
Categorias: geral. Veja também:
Yagi — Também conhecida como Yagi-Uda
Uma antena direcional tipicamente composta por um elemento dipolo que é alimentado diretamente pelo transmissor e uma série de elementos “parasitas” ou energizados indiretamente, próximos uns dos outros, que reirradiam energia de RF para produzir um padrão direcional. Foi criada pelos japoneses Hidetsugu Yagi e Shintaro Uda e primeiro publicada em 1926.
Categorias: hardware da estação. Veja também:
Yagi OWA (*)
A antena OWA é uma Yagi otimizada especificamente para apresentar a maior banda passante possível, ou seja, para manter uma ROE baixa numa banda de frequências mais larga possível. Ela foi criada por WA3FET Jim Breakall, graças ao uso de programas de simulação de antenas.
Categorias: hardware da estação. Veja também: Yagi.
Yellow Card — Cartão Amarelo

Uma desclassificação por violação de regras em um concurso da Revista CQ.
Categorias: verificação e relatório de logs; conceito específico do concurso. Veja também: DQ.

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