Por Alisson Teles, PR7GA




Um jovem sobreviveu por quase 50 dias no oceano apenas cozinhando peixe em madeira que tirou de sua própria embarcação enquanto se afastava cada vez mais da costa da Indonésio. Aldi Novel Adilang usou todos os seus recursos para sobreviver à experiência angustiante depois de ter ficar à deriva na balsa em que estava trabalhando, a quilômetros de distância de sua casa.



O jovem de 18 anos estava em uma armadilha de pesca com a forma de uma cabana, localizada a 125 quilômetros da Indonésia. A pequena cabana de madeira flutuante - uma das 50 pertencentes à empresa - estava ancorada no leito marinho por uma longa corda e suspensa por bóias. Aldi, da ilha indonésia de Sulawesi, trabalhava no meio do mar em total solidão, onde acendia as lâmpadas da cabana e capturava os peixes atraídos pela luz. Uma vez por semana, ele recebia novos suprimentos de comida, água e combustível por um colega de trabalho que vinha de barco até o local da sua cabana e também recolhia os  peixes pescados.



Porém, em 14 de julho, as amarras da cabana se romperam e lançaram Aldi à deriva no oceano.  Como ele só tinha uma quantidade limitada de suprimentos a bordo, Aldi conseguiu sobreviver pegando peixes e assando-os numa fogueira feita com pedaços de madeira retirados de sua própria embarcação. Como a cabana não tinha nenhum remo ou motor, Aldi não tinha como tentar navegar de volta à Indonésia.



Apesar de mostrar incrível coragem e espírito de sobrevivência, Aldi passou por momentos terríveis que o fizeram pensar em se jogar ao mar e morrer. Ele relatou que o que fez permanecer com a cabeça no lugar e resistir à tentação do suicídio foi a leitura diária de uma Bíblia que carregava consigo na cabana, e a lembrança do que seus pais lhe ensinaram: quando estivesse em apuros, orar a Deus por ajuda.

 

Mesmo assim, ele disse ter ficado assustado e chorado muitas vezes enquanto estava à deriva. Toda vez que via um grande navio, ele estava esperançoso. Porém, mais de 10 navios passaram por ele, mas nenhum conseguiu avistá-lo.



Somente em 31 de agosto, Aldi conseguiu se comunicar com outros navios, enviando um sinal de rádio de emergência ao ver o MV Arpeggio, um graneleiro do Panamá que navegava perto dele. Ele carregava um rádio portátil um HT, e disse que começou a desesperadamente transmitir em todas as frequências possíveis, pedindo ajuda. Finalmente ele conseguiu ser ouvido pelo navio, que imediatamente correu para o resgate por ordem de seu capitão, que imediatamente contatou a guarda costeira da ilha de Guam.



Aldi finalmente chegou a terra firme em 6 de setembro, quando o navio chegou ao Japão. Dois dias depois, ele foi levado de volta para a Indonésia, onde foi recebido por sua família.

Sua mãe, Net Kahiking, lembrou o terror que sentiu quando foi informada de que Aldi estava desaparecido. Detalhe: não era a primeira vez. Esta foi a terceira vez que as amarras se rompera. Porém, nas duas anteriores, o dono da empresa conseguiu resgatá-lo. Nesta última, não foi possível. Porém, daqui pra frente, o jovem relatou que não mais trabalhará neste perigoso emprego.



Este é mais uma incrível e emocionante história que nos mostra a importância do rádio. Sem ele, aquele jovem hoje seria provavelmente o protagonista de uma história triste, e não com um final feliz como foi a que acabamos de relatar.





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